sábado, 20 de junho de 2009

O que errei até agora nesta vida

  • Errei em me permitir receber a superproteção do meus pais, mesmo quase sempre tendo a total e plena consciência que eu estava sendo presenteado com algo que iria me prejudicar
  • Errei em sendo superprotegido não lutar contra a insegurança e a hiperansiedade que já fruticara fortemente em mim
  • Errei em sabendo que estava crescendo inseguro e ansioso, ainda assim aceitava quando a minha mãe e o meu pai tomavam a minha frente e me defendiam
  • Errei em me acovardar debaixo da saia da minha mãe e não enfrentar o mundo com todas as suas maldades naturais e assim incorporar os anti-corpos necessários para sobreviver com equilíbrio nesta selvagem vida
  • Errei em não afastar a preguiça e ser forte no enfrentamento dos estudos necessários e assim evitar o que até hoje sofro com a ausência de um canudo fútil, fugás mas necessário para a cabeça dos RHs que influenciam quem contrata
  • Errei em não procurar e não aceitar que o mundo tende a dar vitória aos que procuram o equilíbrio em tudo
  • Errei em entender o valor das palavras constância, sempre, continuamente, rotina, passo-a-passo, degrau-a-degrau, calma, devagar e sempre, um passo de cada vez e paciência
  • Errei em crer demais, em não entender que há pessoas mais ruins que eu e assim evitar a dor que paguei muitas vezes pela inocência
  • Errei quando aceitando a Cristo me tornei arrogante e procurava estudar a Bíblia para entrar em disputas e "ganhando" massagear meu ego
  • Errei quando não evitei tudo aquilo que envaidece e não afastei as armadilhas do ego massageado
  • Errei quando no colégio tentei sobre todas as coisas "aparecer", tornar-se popular e assim tive que engolir humilhações durante um longo e horrível período de anos
  • Errei em não acreditar que o certo é ser discreto
  • Errei em acreditar que necessitar de medicamento "para a mente" é atestar ser um fraco e derrotado diferentemente de pessoas que simplesmente vão em frente atropelando todas esses sintomas de "frescura".
  • Errei em não procurar ajuda médica antes e entender que minha genética+meus traumas+sequelas (feridas) que ficaram+memórias de minhas experiências têm forte influência no não funcionamento correto físico-químico na produção e administração por parte do meu corpo de minerais essenciais para a mantenção do meu equilíbrio. Oh Deus meu!! O quanto poderia ter sido evitado!!!
  • Errei nas diversas vezes que não saí ao encontro e não beijei, dentro de casa, a minha espôsa quando ela se encontrava triste, melancólica ou chorando mesmo sendo a única razão a de que é mulher e assim sendo não há razão nenhuma
  • Errei e erro porque não repito à minha espôsa o que falava "minutamente" quando namorávamos e falo sempre ao nossos filhos: "eu te amo"
  • Errei porque administrei mal o meu dinheiro e não fiz poupança
  • Errei porque demorei muito por jogar "as minhas vacas" no precipício e assim construir de forma sustentável e independente as minhas próprias vitórias
  • Errei porque traí um dia o amor, a incondicional dedicação, a pura paixão da minha espôsa e os abraços ternos e macios de meus filhos por minha fraqueza vil, imunda e irresponsável
  • Enfim...errei demais
"Pai, clamo por Seu misericordioso amor e suplico o Seu gracioso e completo perdão. Graças te dou Ô Deus porque antes de aceitar o meu pedido para ser Teu filho, Tú me tocastes e me elegeste ates do meu nascimento. Assim como elege e chama a todos ao arrependimento do pecado. Tem misericordia de mim Pai amado. Em nome do Teu filho e meu Senhor e Salvado Jesus Cristo. Amém."

terça-feira, 9 de junho de 2009

ôxe!!! E crente bebe???!!!!

"Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo" (Filipenses 1:8)

Neste retorno à cidade de Recife, acabei ficando um pouco mais. Já estou no 7º dia. Restam 5 para voltar a ver a minha espôsa e os meus filhos.

Mas está sendo profissionalmente compensador e neste domingo foi também pessoalmente gratificante.

Aqui em Recife reside um amigo que por 6 anos trabalhou na área de planejamento e orçamento de uma mega multinacional no ramo de bens de consumo, principalmente no segmento de higiene pessoal. Lá ele trabalhava com SAP R/3 e Microstrategy como ferramente de BI. No entanto, 70% de seus relatórios eram prontos no excel. Ele então percebeu que aquilo estava errado. E entendeu que algo semelhante ao usado em aviões deveria ser criado. Um piloto, por exemplo, não tem como "imprimir" relatórios sobre as condições do avião em pleno vôo. Ele possui, para auxiliá-lo, cockpits ou indicadores que informarão a ele se o que ele planejou está sendo cumprido ou não.

Esse cara passou, no início, por alguns problemas. Ele, ansioso, escolheu mal uma integradora de soluções em TI para ser sua distribuidora ao mesmo tempo que ele não tinha suporte para o crescimento.

Enfim, o negócio depois de 5 anos deu certo. Ele pensou em desistir 4 vezes. Mas hoje goza de seus acertos.

A empresa do qual trabalho é hoje cliente dele.

Em uma visita na semana passada, o presidente da empresa esteve e Recife. Nós viemos juntos no mesmo vôo. E eu fiz questão de apresentá-lo a esse meu amigo.

Ele, o presidente da empresa, ficou encantado com a ferramenta e fechou negócio. E eu fiquei responsável por implantá-la para na próxima reunião do comercial, a mesma ser usada.

Neste exato momento estou aqui em Recife no escritório deste meu amigo, trabalhando neste software, com uma visão da praia aqui no Recife antigo. A sala tem uma vidraça de 10 metros onde se tem uma fantástica visão panorâmica, lado a lado, do mar.

E neste domingo fui conhecer Olinda. Estou apaixonado particularmente por uma pousada chamada Pousada dos Quatro Cantos (www.pousada4cantos.com.br). Ela fica num casarão do século XIX. Foi um dos, se não o local mais aconchegante que já conheci.

Foi engraçado porque estava com uns parentes e meu tio dá maior valor tomar umas e outras. Nós fomos almoçar as 15 horas. Mas até lá, paramos em uns 5 bares. Cada barzinho aberto que se via, a gente sentava, contemplava o lugar, comentava as mesmas coisas de: "como vale a pena viver a vida para poder desfrutar de momentos como aqueles", e tomava umas 2 cervejinhas. Foi fantástico.

A minha tia perguntou: ôxe, e crente bebe? eu falei: "tia. no meu entender, a Bíblia se posiciona contra a enbriaguês, que é o estado em que o álcool toma conta de mim e eu a partir dalí me torno irresponsável com o que Deus me deu, que é meu corpo, o falar, o proceder etc. Então, evito beber até me embriagar pois há uma grande chance de dá um péssimo testemunho. Mas degustar uma bebida é algo que vejo de forma muito tranquila. Até porque o vinho tem um teor alcóolico muito maior que a cerveja. Os refrigerantes tem um teor de açucar e alguns de sódio que fazem muito mal etc etc etc. Vejo isso como preconceito, inteligência limitada na interpretação bíblica e falsa moral."

E foi isso. O domingo foi excelente. Tiramos um cochilo depois do almoço. Assistimos a dança dos famosos do Faustão, depois jantamos e eles foram me deixar no hotel.

Nós, crentes precisamos nos libertar de nossas ignorâncias bíblicas e admitirmos que muito do que cremos que a Bíblia proíbe vem do que nossos pais, pastores etc. nos ensinaram como sendo palavra de Deus e na verdade eram também o reflexo do que receberam de orientação de seus pais e líderes.

Usar passagens soltas para justificar uma orientação não vem de Deus. Vem da arrogância de imputar a você o que o orientador crer que é correto.

Um exemplo é o versículo abaixo. Muitos usam até a bebida forte. O vinagre e a uva são omitidos.

"De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá." (Números 6:3)

Viva a Graça, viva a Misericórdia!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Na empresa ou na vida. Ficar na minha. Ser discreto. Falar o menos possível. Essa é a lei.

Acabo de voltar do Shopping Recife. Não o conhecia. Fui procurar uma livraria. Hoje no centro avistei a Livraria Cultura. Pensei quando cheguei no hotel por volta as 20:30 depois de um dia de trabalho que começou as 7:00 da manhã, em visitar a Cultura. Mas o Shopping Recife é vizinho e me informaram que lá existe a Saraiva.

É realmente uma grande livraria. Acabei comprando um livro: "Hábitos de Consumo".

Sabe, mudei muito mesmo o meu comportamento na empresa. Antes eu não aceitava e ficava demasiadamente incomodado em ser mais uma peça no tabuleiro de xadrez. Não que isso signifique que pra mim vale tudo. Longe disso. Longe mesmo. Mas, inquieto e ansioso que sou sempre desejei duas coisas: 1) deixar a mão. Fixar um legado. Uma marca e 2) Construir. Realizar.

Assim, sempre fui ingênuo e acreditei em toda a minha vida que a empresa é sistêmica. Que somos peças de uma mesma engrenagem. Que os departamentos são ligados e há uma relação clara de causa e efeito entre as áreas. Os muros foram derrubados. A palavra é colaboração. Até porque em muitos casos que aprendemos a competir, deveríamos ter sido educados a colaborar.

Pensando assim, ainda que em uma área. Eu pensava: "eu sendo o dono. O que faria? O que mudaria? O que corrigiria." Nunca fui aquele chato, nem o boçal, nem o metido. Mas depois de muitos constrangimentos, humilhações e decepções com as pessoas, eu aprendi a duras penas depois de ser poldado pela vida corporativa, que é melhor eu ficar na minha. Tipo: vou fazer o tenho que fazer, claro da melhor forma possível. E os outros que se virem. Nada de amizades no trabalho. Nada de intimidades. Nada de confidências. Nada de se abrir para quem quer que seja. Ficar na minha. Foi algo muito difícil de aprender. Não ser mais real que o rei. Entender que toda empresa tem um dono e não sou eu.

Mas o que mais de importante ocorreu como consequência desta infeliz e burra maturidade foi que: não procure a exaltação. Não busque aparecer. Seja discreto. Não force uma aproximação com quem manda. Ficar na minha e ir entregando o mais rápido e bem feito possível o meu trabalho com certeza vai chegar ao ouvido e olhos do dono dos bois.

Não sentar na cadeira da frente. Mas sentar atrás e, quando for convidado a ficar na frente, ir com orgulho e alegria porque fui por convite e não por ato de malícia profissional. Essa é a lei.

"8 Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu;

9 E, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar.

10 Mas, quando fores convidado, vai, e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa." (Lucas 14)


"Senhor Deus e Pai. A saudade por minha família é grande. Quero voltar logo. Perdo-me por fazer tanto tempo que não leio a Bíblia. Mesmo ela estando aqui ao meu lado, disponível. Ainda que eu tenha tempo de sobra para ler pois fico até mais tarde lendo livros de negócios, passeando na internet e assitindo a Globo News. Desculpe-me. Não nego. É puro desinteresse e preguiça. Obrigado por tudo meu Pai. Perdoe os meus pecados. Ajuda-me a dormir. Em nome de Jesus. Amém."

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sinto-me leve. Quase levitando. Estou por um minuto sem pecados.

Ô Pai Amado. Eu te amo Deus. E grito: EU TE AMO PAI. Ah meu Pai, que sensação maravilhosa é essa tão diferente, que me faz sentir leve, quase levitando. Sabe o que eu sinto Deus? Que sem o peso do pecado que eu insisto em deixar como uma cicatriz aberta mesmo sabendo que para você ele nem existe mais, eu me torno mais sobrenaturalmente transformado. Como se eu realmente percebesse que não sou desse mundo. Que Você me espera do outro lado da vida. E que vou poder permanecer abraçado contigo, com o rosto em seu peito chorando de alegria porque tudo é verdade, pelo tempo que desejar. Que, com a alma branca como a neve, vou me considerar verdadeiramente santo, ainda que sabendo que já era separado pra ti.

Que leve eu me sinto Deus. Poderia morrer agora. Sei que esta não parece ser a declaração de alguém que desejaria a morte todos os dias pra viver contigo. Mas Deus, sou humano e tenho medo de morrer. Sinto-me também eterno como todos os que conheço. Mas hoje não.

Não sei o porque hoje e agora estou saboreando esta sensação. Mas desconfio. Estou em paz comigo. Estou apaixonado, com saudades e plenamente encantado e satisfeito com a minha espôsa. E mesmo com um passado negro, eu tenho a segurança do perdão e do amor de Deus. Obrigado Deus. Obrigado Senhor por voltar-se a um comum, mesmo Tú que és Santo e Grande.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Retorno de Uma Paixão

Estou eu aqui. Distante da minha família. Estarei retornando daqui há 4 dias. Há pouco falei com eles. Fico realmente emocionado quando percebo que por muito pouco eu não perdi tudo isso. Que por quase nada, eu coloquei no lixo toda uma base para passar o resto da vida feliz. Que por uma grande e imensa irresponsabilidade, eu, de vez, enterraria a possibilidade de sentir na pele o amor genuíno.

Como fui tolo e infeliz quando, mesmo crente, temente a Deus, deixe-me levar pela vaidade de achar que eu poderia arriscar ser feliz longe do que o meu Deus mais preserva, que é uma família pura.

Larguei a minha companheira inseparável, a minha amiga desde os 9 anos, a Bíblia. Deixei de ministrar cursos que falavam do amor de Deus. Fui embora. Partí a caminho da porta larga que ao final quase me levou a morte. Hoje, o meu aguilhão, que são as lembranças da lama na qual chafurdei, dói e me faz ter vontade de chorar. Minha vontade é muitas vezes a de gritar bem alto: "Perdãããããoooo!!!! Pelo Seu Amor, perdãããooo...meu Pai". Esta carga ainda paira sobre as minhas costas.

Achei, sinceramente, que nunca mais iria voltar a me apaixonar como um adolescente por minha fiel espôsa. Orei. Orei.Orei e Orei. Hoje, eu amo tanto, tanto e tanto. Hoje sinto o meu coração alegremente acelerado quando falo com ela do jeito que nos falamos agora, distantes. Retornei a me apaixonar adolescentemente por ela.

"Graças te dou ô Pai porque me pertiu conhecer na pele ainda em vida como é boa a sensação de receber um perdão genuíno e divino vindo de um ser mortal como a minha espôsa."

"Louvo a ti meu Jesus que me trouxe a luz, abriu o meus olhos e conservou a minha família para o meu retorno e que me presenteou com esta mágica paixão."

"Obrigado Deus por tudo. Perdoe os meus pecado Senhor. Renova as minha forças. Dá-me sabedoria (e de muito!) para que eu tenha sensibilidade de identificar o maligno e saiba escolher o melhor caminho que agrada a ti."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Após pecar, ore pedindo perdão e depois ore suplicando a Deus que ele suspenda o castigo ou o sofrimento provocado pelo pecado.

Texto abaixo extraído da Revista Ultimato/Abertura, pág. 3, Ano XLII - nº 318 - Maio-Junho 2009.

"Os cristãos mais sensíveis costumam orar depois de terem cometido algum pecado. São orações molhadas de lágrimas verdadeiras, o choro da tristeza provocada pelo arrependimento. Logo após o canto do galo naquela madrugada sombria, Pedro saiu da casa de Caifás "e chorou amargamente" (Mt 25.75).

Porém o pecador não vive só de orações de confissões de pecado. Outras orações são necessárias.
Ele precisa suplicar em alto e bom som que Deus suspenda o castigo ou o sofrimento provocado pelo pecado.

O exemplo mais dramático talvez seja aquela oração de Moisés, feita em Taberá, logo após a reclamação do povo contra o Senhor, que lhes dava todos os dias tudo que era necessário (água, maná, sombra, luz, orientação e proteção). O incidente está registrado no Pentateuco: "Quando o Senhor ouviu as suas reclamações, ficou irado e fez cair fogo em cima deles. O fogo queimou no meio deles e destruiu uma ponta do acampamento. Então o povo gritou, pedindo socorro a Moisés; Moisés orou ao Senhor, e o fogo se apagou" (Num 11:1-2, NTLH)

No capítulo seguinte há outro exemplo de orações posteriores ao pecado. Arão e Miriã criticaram Moisés, o irmão mais novo, por ter se casado com uma mulher da Etiópia, e também porque tinham inveja dele. Parece que o pivô do pecado era mais Mirião que Arão. Como consequência desse "momento de loucura", Miriã, que havia tomado conta do cestinho com o irmão recém-nascido colocado no rio Nilo, "foi atacada por uma terrível doença de pele e ficou branca como a neve". Então Arão pediu a Moisés que orasse em favor da cura de Miriã, o que de fato aconteceu (Nm 13.9-16).

Esse tipo de oração é lícito e nada impede que seja feito, porque a misericórdia de Deus dura para sempre.
Porém Deus NÃO SE OBRIGA a suspender o sofrimento pós-pecado. No caso de David, o salmista de Israel passou uma semana inteira deitado no chão orando pelo bebê fruto do seu adultério com Bate-Seba, e a oração NÃO FOI ATENDIDA.

(...)

O povo de Deus precisa aprender a fazer as orações posteriores ao pecado. E os ministros da Palavra devem encorajá-lo a orar desta maneira, em benefício do próprio rebanho."

terça-feira, 19 de maio de 2009

Alguém que aceitou a Cristo mas não mudou. Eu conheço.

A minha vida toda depositei todo o meu crédito na idéia que uma pessoa que aceita a Cristo obrigatoriamente sente e as pessoas que convivem com ela percebem uma transformação de vida. Quando alguém, cristã, permanecia com os mesmos comportamentos, eu acreditava verdadeiramente que esta pessoa tinha se convencido e não se convertido. Ainda que esta expressão já esteja desgastada de tanto que é falada, ainda é a que mais encontro para este tipo de situação. No entanto, refletindo percebi dois pontos importantíssimos: 1) que quando eu separava os convencidos dos convertidos eu estava esquadrinhando o coração dos mesmos através de um raio x que eu arrogantemente fazia de seus comportamentos, função essa somente de autoridade do meu Senhor Jesus Cristo e 2) você conhece alguém que antes era boçal e depois que se converteu ficou o mesmo? uma pessoa que era arrogante, prepotente e que depois que aceitou a Cristo continuou do mesmo jeito? um amigo ou colega que falava uns palavrões, contava umas piadas "imorais" e que após "virar" cristão não acabou com esse comportamento? você, por exemplo, que anteriormente se masturbava muito e neste momento pensava em muiiiittaaa gente e que depois de se "batizar nas águas" não mudou praticamente nada? Um chefe, que se diz líder, que gritava e humilhava e que agora permanece do mesmo jeito? Um cara que dava em cima de muita garota, mesmo comprometido e não mudou? Pois é se você conhece, eu também conheço. E você já refletiu sobre várias pessoas que eram viciadas em álcool e depois de se reunir nos AA, mudou seu hábito, mesmo sem necessariamente aceitar a Cristo? Eu conheço. Você conhece gente que era viciada em drogas e que após ir ao fundo do poço e receber ajuda, essa pessoa tornou-se um ex-viciado sem com isso ter reconhecido Jesus como seu Salvador? Você tem conhecimento de alguém que era muito arrogante e depois passar por um grave problema (seqüestro, doença grave etc.) experimentou uma grande transformação e hoje é budista? Eu conheço. Você sabe de alguém que era todo torto e ao ir à uma palestra motivacional de auto-ajuda ou ler um livro do Dalai Lama, sentiu-se tocado e mudou de vida? Eu conheço.

Ora, se os relatos apresentados destes hipotéticos mas reais personagens são conhecidos, posso tirar uma grande conclusão que dificilmente será aceita pela turma míope evangélica: que não necessariamente uma transformação de vida ocorre ao aceitar a Cristo.

O fato de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador de minha vida não traz consigo uma mudança de comportamento. É verdade que o fruto do Espírito produz comportamentos como a tolerância, paciência, domínio próprio etc. Mas não só o fruto do Espírito. Se assim fosse, alguém com todos os 9 produtos do fruto poderia ser considerado alguém cheio do Espírito Santo, mesmo sem antes crer em Jesus. Estes produtos podem ser frutos de um querer pessoal em mudar. Isto pode ser conseqüência de contatos com experiências que trouxeram um despertar à uma necessidade de mudar, que como vimos pode vir através de uma palestra, livro, ensinamentos diversos, conselhos, traumas etc.

Essas transformações podem também vir através do Espírito Santo, como produtos de seu fruto como já relatei acima.

Mas o que na verdade há quando aceitamos a Cristo? Que tipo de transformação posso assegurar que existe? a resposta é uma só: A SALVAÇÃO DA ALMA. Ou seja, a futura transformação da alma de alguém que ao morrer, morreu em Cristo. Quando alguém entrega a sua vida à Cristo, a sua alma é vendida à Deus pelo preço do sangue do Cordeiro. Ela torna-se separada para Deus. Morreu? Ele toma o que é dele. O que precisamos a partir daí é nos preocuparmos com nosso testemunho e nos policiar para gerarmos de forma perceptível as mudanças de comportamento apontadas como produtos do fruto plantado em nós do Espírito Santo de Deus.